quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aquilo que quis te dizer, mas não encontrei as palavras certas.

Engraçado como três dias fazem diferença.
Três dias atrás, eu era só expectativa. Era aquele frio na barriga, aquele medo de todo começo, aquela vergonha só de te encontrar.
Hoje, ainda sou tudo isso. Só que agora a expectativa virou certeza. É certeza de querer sentir essa mesma adrenalina todo dia. Toda hora. Sempre que você puder (e quiser) me fornecer. 
É querer deixar pedacinhos de gesso no seu colchão. É querer ficar vermelha de vergonha quando você também ficar. É querer, sobretudo, descobrir aquilo que antes não vivenciei. Aquilo que nunca me permiti sentir. 
Desculpe-me se te confundo, mas tente entender meu problema com os sentimentos. Seja pelo meu medo de demonstrar, seja por não saber como fazê-lo. Mas não duvide da existência deste, porque ele está aqui comigo.
E agora sei que posso compartilhá-lo sem temer.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Hora de voltar

Acordo cinco e meia da manhã
As olheiras em meu rosto nem me incomodam
Enquanto me preparo para comprar o bilhete que me levará até você,
Penso na viagem inteira que tenho a frente
Mas vale a pena, ô se vale
Só de saber o que me espera em minha cidade
Leio as palavras que deixara antes de dormir
E a vontade de voltar cresce
Cresce em vontade de te ver.

domingo, 11 de setembro de 2011

Completo


A voz que cala
O som que escuto
Poesia que é música

Letra, palavra, frase
Junta com o dó
Chama também o ré, o mi, o fá, o sol

Brinca de criar
Inventa o que quiser inventar
Faz de conta que sabe tocar 

Então pára pra ouvir
Como o som, a letra, o instrumento
Conseguem se completar com perfeição.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O que ela é perto de ti e o que você é que a faz feliz

Foi assim, meio do nada, que percebeu
Não sabe se foi na noite de domingo 
Ou se foi na de segunda-feira
Apenas percebeu que era isso que queria

Ficou com vergonha de assumir
Não soube como agir
Ou como mostrar que era recíproco
Apenas continuou tímida, no seu canto

Depois de algumas risadas e cochilos,
Precisou se despedir
Lembrou que ia demorar a se verem novamente
Sentiu algo estranho, que não gostou de sentir

Isso deixou mais óbvio do que nunca
Que aquelas palavras estavam certas:
"...descobriu que era isso mesmo
e não tinha por quê não ser."

domingo, 4 de setembro de 2011

Acho que chegou a hora que eu temia, mas ansiava

Sinto muito se pareço distante
Mas é que ainda tenho um pouco de medo
Medo do que isso poderá se formar
E as consequências que nossos atos trarão

Talvez seja tudo coisa da minha cabeça
E talvez tenha visto coisa onde não tem
Isso é fruto de uma vontade reprimida
Que meus pensamentos contraditórios criaram

Não sei se quero, se devo, se vou
Só sei que sinto que há algo mais
Preciso descobrir se consigo ir além
E esperar o que o futuro nos reserva.

sábado, 3 de setembro de 2011

Lápis, papel e sentimento

O grafite fere o papel
na esperança de diminuir
a solidão em palavras:
um refúgio

E escreve e cria e tece
uma rede de letras
transformando um significado
que ninguém mais compreende

E pensa e tenta e sente
enquanto vê a mão trabalhar
procurando um sentido diferente
daquele que quer enxergar

E redigindo passa a acreditar
num mundo que conseguiu criar
e passa também a esperar
por aquilo que acabara de inventar.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Agora é passado

Acho que finalmente deixei para trás aquilo que eu queria esquecer, mas não conseguia.
Percebi que era algo pelo o qual não valia a pena lutar.
 Chegou a hora de deixar coisas novas acontecerem e parar de se questionar sobre os erros cometidos.
Agora eu me libertei.
E dessa vez é pra valer.